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Modelo de IA aprende biologia usando células virtuais
Bem-vindos, humanos: Seu download com as principais notícias sobre Inteligência Artificial começa agora. Nesta edição, vamos mergulhar nas profundezas do código da vida com uma IA que aprende biologia usando células virtuais e descobrir o segredo de um modelo misterioso, chamado Nano Banana, que promete dar adeus ao Photoshop. 🅿🖼️👋
Porém isso não é tudo na IA Express de hoje:
- Cães-robôs movidos por IA Física entregam fast-food
- Perplexity recompensará produtores de conteúdo com base em tipos de tráfego
- Relatório apresenta cenário chinês da segurança e da governança da IA
- xAI vai desafiar a Microsoft com uma iniciativa chamada Macrohard
Porque, no mundo da Inteligência Artificial, conhecimento é seu algoritmo mais valioso.
AI_NEWS_CIRCUIT
IA CIENTISTA
Modelo de IA aprende biologia usando células virtuais
Grandes modelos de linguagem (LLMs), como Gemini ou Grok, são fantásticos em dar respostas com base em padrões estatísticos. Já os modelos de raciocínio são feitos para pensar passo a passo, pesar evidências e lidar com ambiguidade. Agora peça que eles prevejam o que acontece quando um gene é silenciado em células humanas e você verá como eles se atrapalham. Por quê? Porque biologia não tem a ver com fatos, mas com contexto, causalidade e incerteza.
Para lidar com esses elementos, a Chan Zuckerberg Initiative (CZI) desenvolveu o rBio, modelo de IA treinado para raciocinar com células virtuais - representações digitais usadas em experimentos computacionais para prever como células reais se comportarão em experimentos de laboratório.

Crédito: Chan Zuckerberg Initiative
Como funciona?
O rBio não foi treinado em biologia por meio de livros. Aprendeu observando como as células virtuais se comportam – como genes são ativados ou desativados, como proteínas interagem ou como células reagem ao estresse ou a doenças.
Quem ensinou o rBio? O TranscriptFormer, um dos poderosos modelos de células virtuais da CZI que simula a expressão gênica em todas as espécies e estágios de desenvolvimento, atuando como um exímio professor de biologia para o rBio. Ao extrair conhecimento das simulações, o rBio aprende as regras da biologia – não apenas fatos isolados.
Esse treinamento permite que o rBio não apenas responda perguntas, mas também preveja resultados de pesquisas e os elementos motivadores dos processos celulares em linguagem simples.
O pulo do gato? O rBio não precisa de dados experimentais brutos para aprender – um divisor de águas em um campo no qual conjuntos de dados são muitas vezes inacessíveis por conta da privacidade ou barreiras técnicas.
E por que isso importa? Imagine um pesquisador estudando a doença de Alzheimer, com uma lista de 50 genes potencialmente envolvidos na condição. Testar cada um deles em laboratório levaria meses e custaria dezenas de milhares de dólares.
Com o rBio, é possível simular os experimentos em computadores. O rBio atua como um filtro de hipóteses, prevendo quais perturbações genéticas são mais prováveis de produzir as condições pesquisadas e permitindo que os cientistas se concentrem nas pistas mais promissoras no caminho para os tratamentos.
O rBio está disponível na plataforma virtual da CZI com tutoriais, código no GitHub e um artigo para revisão de pesquisadores e desenvolvedores em todo o mundo que queiram testar e aprimorá-lo.
AI_TRENDS
ChatGPT agora pode trabalhar com memória específica de cada projeto.
Higgsfield lançou Wan 2.2, versão mais avançada do seu modelo de código aberto para geração de vídeos e imagens.
Eleven v3 (alpha), da ElevenLabs, é uma atualização da plataforma que transforma texto em fala com vozes de IA mais expressivas.
Falha no Microsoft 365 Copilot permitia acessar arquivos particulares sem deixar registro. Vulnerabilidade foi corrigida apela Microsoft silenciosamente.
Perfil de navegador Brave no X reporta falha no navegador Comet da Perplexity movida por IA que torna contas e dados confidenciais vulneráveis.
Método DeepConf melhora eficiência de raciocínio de LLMs usando filtros para rotas de baixa qualidade, sem exigir treinamento extra.
Projeto-piloto em Zurique (Suíca) está usando cães-robôs movidos por IA Física para entregar fast-food em restaurante. 🐕🤖🍔
AI_VENTURES
ADEUS, PHOTOSHOP?
Yes, temos Nano Banana para editar imagens por linguagem natural
Um misterioso modelo de IA chamado de Nano Banana começou a aparecer nos últimos dias em batalhas de modelos de IA, superando silenciosamente muitos geradores de imagens.
Não está no Hugging Face nem no GitHub, no entanto, seus resultados são produzidos com rapidez, seguindo instruções visuais complexas, mantendo a consistência das imagens, além de serem facilmente editáveis.
O que se sabe:
Tudo começou no LMArena, um campo de batalha às cegas onde modelos de IA competem anonimamente - usuários enviam um prompt para dois modelos realizarem tarefas e escolhem o vencedor, sem ideia de quem está por trás da cortina. Nano Banana superou consistentemente outros modelos de geração de imagens guiada por IA nos votos dos usuários.
Depois vieram as pistas. Emojis de banana em prompts. Resultados com tema de banana. E, mais ainda, tweets enigmáticos de engenheiros afiliados ao Google surgindo sem explicação. Não precisou muito mais para que a comunidade da IA ligasse os pontos e para que as especulações se espalhassem.
Nano Banana faz mais do que gerar imagens; seu destaque está na edição usando em linguagem natural. Basta dizer “remova o fundo e acrescente um cenário de pôr do sol” para que tudo aconteça com rapidez e precisão.
Para os mais curiosos, no site nanobanana.ai - onde é possível carregar imagens e usar prompts para editá-las -, há uma importante evidência de quem está por trás do Nano Banan. A seção FAQ explica que se trata do mais recente modelo de imagens Gemini 3 do Google, com desempenho superior em comparação com Flux Kontext.
Horas antes do fechamento desta edição da IA Express, o Google confirmou que o Nano Banana foi, de fato, desenvolvido pela Google DeepMind e já está disponível para todos os usuários integrado ao site e ao aplicativo do modelo Gemini 2.5 Flash.
AI_GOVERNANCE & ETHICS
📝Conteúdo recompensado
A Perplexity lançou um plano de assinatura (Comet Plus) por US$ 5 mensais que dá acesso a conteúdo premium de editores e jornalistas de confiança. Está integrado ao navegador Comet para proporcionar melhor experiência combinando tarefas orientadas por IA com conteúdo de alta qualidade. A Perplexity recompensará os produtores de conteúdo com base em três tipos de tráfego: visitas de pessoas, citações de pesquisa e ações de agentes de IA. Planos Pro e Max terão acesso ao conteúdo especial automaticamente.
🎬 Produção responsável
A Netflix publicou diretrizes claras para garantir o uso responsável da IA Generativa em suas produções globais. Foram divulgados no Centro de Apoio a Parceiros da gigante de streaming orientações sobre como usar IA nos trabalhos e, ao mesmo tempo, garantir a integridade criativa, a conformidade legal e a confiança do público. A iniciativa surgiu em resposta à reação negativa causada pelo uso de imagens geradas por IA no documentário "What Jennifer Did" de 2024, que levantou preocupações sobre a forma como a IA está desfazendo a linha delimitadora entre fatos e ficção.
AI_SNAPSHOT
💡 Inovação & Inspiração
IA imperfeita Modelos de difusão aplicados para gerar imagens foram concebidos para fazer réplicas fieis baseadas em seu treinamento. Contudo, em vez de mera replicação, produzem visuais novos e frequentemente criativos. Esse paradoxo tem intrigado os pesquisadores há anos, mas agora descobriram que o poder de criação por trás desses mecanismos de IA não provém da sua sofisticação, mas sim das suas limitações. Os principais ingredientes da criatividade são duas restrições técnicas: localidade e equivariância. Localidade faz com que o modelo de IA analise apenas pequenos grupos de pixels de cada vez, sem ver a imagem completa. Equivariância ajuda a manter a estrutura, mas impede a coerência geral. 🤔
🌍 IA Global
🇲🇾 Banco movido por IA A Malásia ganhou um banco digital alimentado por IA, o Ryt Bank, anunciado como primeiro do mundo nessa categoria. O assistente bancário inteligente Ryt AI, alimentado pelo grande modelo de linguagem ILMU desenvolvido na Malásia, permite que correntistas conversem, enviem dinheiro, paguem contas, acompanhem gastos e aprendam o básico do mundo financeiro, tudo por meio de interações em linguagem natural.
🇬🇧 Sonho caro demais O Secretário de Tecnologia do Reino Unido, Peter Kyle, teria mantido conversas com Sam Altman, CEO da OpenAI, sobre um possível acordo, envolvendo £ 2 bilhões dos cofres públicos, para dar a todos britânicos residentes na região acesso ao plano Plus do ChatGPT. As negociações culminaram apenas em um memorando de entendimento não vinculativo que pode abrir caminho para integrar a tecnologia da OpenAI aos principais setores públicos do Reino Unido. Já a proposta do ChatGPT Plus parece ter ficado em segundo plano.
🔢 IA em números
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AI_TOOLKIT
🛠️Ferramentas
Infographic Generator transforma prompts de texto em infográficos editáveis.
Mindmapai cria mapas mentais a partir de vários formatos de entrada.
Dualweb otimiza sites tanto para IA quanto para pessoas sem redesign e sem reconstrução.
📚 Miscelânea
O relatório State of AI Safety in China da Concordia AI apresenta uma visão geral do cenário chinês da segurança e da governança da IA, abrangendo o período entre maio de 2024 a junho de 2025.
AI_FLASH_NEWS
xAI vai desafiar a Microsoft com uma iniciativa chamada Macrohard que simulará empresas de software inteiras usando IA. A marca já está registrada nos Estados Unidos; Elon Musk já tinha dados pistas.
Mais de Musk: xAI está processando Apple e OpenAI, acusando-as de manter monopólios nos mercados de smartphone e IA Generativa.
Mais da Apple: A empresa está em discussões preliminares para adotar o Gemini do Google na nova versão do assistente de voz Siri.
Meta fechou parceria para usar em seus futuros modelos e produtos a tecnologia da Midjourney para geração de imagens e vídeos.
NVIDIA suspendeu a produção do chip de IA H20 depois que o governo chinês expressou preocupação com backdoors (cuja existência NVIDIA nega).
YouTube está usando IA para fazer melhorias em alguns vídeos, em especial os do tipo Shorts, sem conhecimento dos criadores do conteúdo.
OpenAI emitiu um aviso alertando que todas as transferências de patrimônio da empresa exigem consentimento por escrito.
O jornal Folha de São Paulo está processando a OpenAI por violação de direitos autorais e concorrência desleal. 📰⚖️ 👨🏻⚖️
Até a próxima
Obrigado por mergulhar nesta edição. Seu tempo é valioso, e estamos felizes por você ter escolhido passar alguns minutos aqui.
Voltaremos à sua caixa de entrada em breve. Até lá, cultive a curiosidade.😊
